Nanah

Mulher de traços finos e belos, porte elegante e extremamante carismática. Muito carismática. Quando Nanah veio me visitar pela primeira vez, eu já fazia parte do Colegiado dos Filhos da Luz, uma organização que tem por objetivo o desenvolvimento dos aspectos evolutivos espirituais, dirigido pelo Luiz Gasparetto e pelos seus mestres desencarnados. Eu adorava a energia dela, muito antes de termos algum contato. Quando ela aparecia nas sessões e Luiz dava passagem para ela se comunicar, eu ficava ali, enfeitiçado por seu forte carisma, apaixonado, absorvendo cada palavra do que ela dizia. Eram tantos ensinamentos, era tanta sacação! Uma loucura. Era de pirar a cabeça, no bom sentido, claro.

Certa noite ela se aproximou e disse que queria conversar comigo. Ela havia tido um bate-papo com o Marco Aurélio, meu mentor e haviam combinado de ela passar para ele sua história de vida. Peraí, pensei. Nanah vai contar a sua vida para o Marco Aurélio? Ela disse sim. E e o Marco Aurélio vai passar para mim? Vai. Então, eu, Marcelo Cezar, vou escrever a história da sua última encarnação? É isso? É. Eu me senti um privilegiado. E Nanah me disse que havia me escolhido porque eu, segundo as palavras dela, estava unido àquela equipe, estava querendo propagar o bem, levar mensagens confortantes às pessoas, plantar a sementinhas da espiritualidade, de equilíbrio e progresso, e que eu não me interessava em saber quem, de fato, ela fora em última vida; que eu tinha dignidade. E ela prezava isso em uma pessoa.

Daí me lembro que ela pediu para eu fechar meus olhos, esquecer a conversa porque tinha um presente para mim. Ela nem precisava dizer qual era, porque eu já estava sentindo o espírito da minha mãe ali do lado, desencarnada havia seis anos. Nanah trouxe mamãe para me dar um abraço. E foi lindo, mágico e emocionante. Acho que todo mundo se emocionou um pouquinho naquela sessão de quarta-feira. Um mês depois daquela conversa, Marco Aurélio começou a me passar a história da vida de Nanah. O romance chama-se Um sopro de ternura e foi publicado em 2009.

Mas, se você ainda não leu o livro, eu conto um pouco da Nanah para você.

Nanah nasceu em uma tradicional família paulistana na virada do século 20. Cresceu entre babás francesas e viagens constantes à Europa, no meio de gente culta, letrada e eram famosos os saraus que promovia em seu charmosos casarão, nos Campos Elíseos. Depois de uns anos, ela construiu um casarão no bairro do Morumbi. Tinha um jeito natural e extradiordinário de lidar com os problemas dos outros. Por uma série de questões e problemas pessoais, resolveu deixar o país e mudou-se para os Estados Unidos, lá permanecendo por muitos anos. Ao regressar ao Brasil, uniu-se a Assis Chateaubriand para a criação do Museu de Arte de São Paulo (MASP).

Ao desencarnar, Nanah foi convidada pelos Filhos da Luz para trabalhar com seu carisma e sua sombra sensória para ajudar no equilíbrio emocional da pessoa, principalmente nas questões afetivas. Nanah está sempre acompanhada de seu leque, que produz correntes magnéticas renovadoras e facilitam o trabalho de limpeza energética do indivíduo.

E tem uma frase da Nanah que nunca mais vou esquecer, talvez daí a confiança dela em mim: Na vida, não importa quem eu fui, importa o que eu fiz de bom e deixei para as pessoas.

Essa é a Nanah!

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