Marco Aurélio

A Zibia Gasparetto já falava do romano que me acompanhava. E, às vezes lá no centro espírita, brincava comigo. Marco Aurélio e Marcelo. Será que são Marcus Aurelius e Marcelus, da época de Cristo?

Um dia Marco Aurélio veio à sessão, incorporou em um dos dirigentes e conversou comigo, em particular. Falou-me que tínhamos uma ligação muito antiga, desde os tempos da Roma Antiga, mas não especificou se foi no tempo de Jesus. Só me disse que tinha sido escritor na França, no século 19, que nesta vida na França a nossa amizade se fortalecera sobremaneira e que foi depois desta encarnação que começamos a pensar em uma parceria.

Passamos um bom tempo em uma colônia astral de treinamento de escritores, percebemos a afinidade e tomamos gosto pela coisa. Só começamos e logo em seguida demos uma pausa, porque Marco Aurélio e eu ainda retornaríamos mais uma vez ao planeta.

Em sua última encarnação aqui na Terra, Marco Aurélio foi um investigador de polícia nascido e criado na cidade do Rio de Janeiro, em fins do século 19. Nesses anos todos de convívio, meu amigo espiritual me contou que presenciou o Morro do Castelo ser derrubado, viu surgir o nascimento do bairro da Urca e que, como investigador, ajudou a polícia de São Paulo nas investigações e na solução do famoso crime da mala, ocorrido em 1928.

Nas horas vagas, reunia-se com amigos boêmios no centro da cidade, frequentava o Café Nice e o Rivera, escrevia poemas, contos, mas não se dedicara à vida de escritor. A tuberculose o pegou de surpresa e morreu no comecinho da década de 1930. Marco Aurélio retornou à cidade extrafísica dos escritores e foi praticando as técnicas, esperando que eu retornasse também ao plano astral. Quando lá retornei, por volta de 1940, nos dedicamos a estudar e fortalecer a parceria, firmando os propósitos para esta nova encarnação.

Ficamos vinte e cinco anos nesta colônia destinada a trabalhar com médiuns no nosso planeta por meio da psicografia, especializada em trazer ao público histórias reais, sempre respeitando o nome dos verdadeiros envolvidos, porque muitos ainda estão encarnados, quer dizer, vivinhos ainda no planeta.

Eu reencarnei, ele ficou na outra dimensão e em 1982 a parceria foi restabelecida. Em 1998 começamos a escrever um livro atrás do outro. E não paramos mais. Estamos juntos até hoje.

O grupo do qual eu e Marco Aurélio fazemos parte trabalha no desenvolvimento do ser humano, permitindo que, ao ler as histórias por ele ditadas, você possa se conscientizar do seu grau de responsabilidade diante da vida e acionar a chave interior para viver melhor consigo e com os outros, tornando o nosso planeta um lugar bem mais interessante e prazeroso de se viver.

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